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domingo, 18 de outubro de 2009

Better believe I'm fearless, fearless


Vivendo aquele momento em que nos tocamos de que fomos envolvidos por uma identificação profunda com outro ser, que se torna nosso espelho.
Amor em seu estado bruto, perturbador.
Um poder que nos retira de nosso controle e de nossa santa estabilidade, nos levando a experimentar sensações contraditórias de êxtase e ao mesmo tempo de frustração: o melhor e o pior do amor.
Não se sabe – ao menos não racionalmente – porque gostamos de algumas pessoas com tamanha força. Resta a nós vivenciarmos estas emoções, aceitando-as como partes necessárias ao nosso desenvolvimento de alma.
Acabamos entrando em contato não só com os aspectos mais belos e luminosos de nosso próprio ser a, mas também comnossa própria sombra...
- A relação oscila do amor mais intenso à raiva mais frustrante. -
... É necessário travar contato com a vulnerabilidade que transborda quando nos pegamos amando outro ser.
Percebemos a nós mesmos gostando da outra pessoa, mas quando gostamos demais sentimos um pouco de raiva, afinal de contas nos percebemos vulneráveis ao outro... E ninguém gosta muito de se sentir vulnerável, principalmente nos dias de hoje, que valorizam tanto o individualismo.

Amor e Ódio em seu estado bruto.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Na prática a teoria é outra...


O bom dos conselhos é ver como as pessoas que os dão não estão dispostas a segui-los. É bem mais fácil falar do que entender, é mais fácil falar do que sentir, vivenciar. Nós, seres humanos, temos a tendência de achar que entendemos tudo, quando na verdade não sabemos é de nada. E justamente por pensar assim é que damos conselhos. Claro que alguns são bem vindos pois são baseados em experiência vivida. Os conselhos de que não gosto são aqueles em que se julga mais a pessoa do que a compreende e tenta ajudar. E isso piora quando não se segue aquilo que se diz.
Não acredito que façamos isso por maldade (e aí eu me incluo no grupo dos que agem assim). Acredito sim na máxima que diz "na prática a teoria é outra". Quando vivenciamos as mesmas situações passamos a pensar igual aqueles que antes julgávamos errados. E aí o discurso muda, perde o sentido e agimos exatamente do mesmo jeito que tanto condenamos.
tentando mudar, ser menos impulsiva, brigar menos por bobagem. Mas é mais difícil do que se pensa ouvir (e admitir) que está sempre errada. Eu mesma, que já condenei tanto atitudes assim agora faço igual. E o mais engraçado é que os conselhos que dei passo a ouvir da boca de quem um dia os escutou.
tentando mudar, ser menos impulsiva, brigar menos por bobagem. Só que não é nada fácil gostar tanto de alguém que o sentimento que mais te domina é o ódio - mas tem como gostar e ao mesmo tempo odiar uma única pessoa? Tem! E é justamente quando esse ódio fala mais alto é que surgem as brigas.
Não sou nada fácil, tenho minhas toneladas de defeitos e por mais espantoso que possa parecer sou humana e não plástico: eu erro. E muito. Sou constituída dos meu erros, minha personalidade foi formada calcada neles. Erro e assumo, mas talvez por errar tanto já não consiga mas ver quando estou certa. E acerto muito também. São meus erros e acertos que me levaram a ser o que sou hoje. Gostem ou não...
É, tenho sim minhas toneladas de defeitos e outras tantas de qualidade. Não sou fácil de conviver, mas muito fácil de ser lida. Não consigo disfarçar meus medos e nem ao menos disfarço meu ódio. Pra quem me conhece sou mais clara que água... É fácil perceber o que se passa em minha alma, o que está escrito em meus olhos.
E de tão fácil de ser lida acabo me tornando difícil de ser compreendida. E aí entram aqueles que dão os conselhos mas não conseguem me compreender. É que para eles a clareza é carência, medo ou desespero. É frescura, drama, ciúmes... Quando na verdade é só uma forma limpa, pura, de transparecer tudo o que sou e sinto. Toda minha dor e acalanto. Todo meu ódio e amor.

É bem mais do que palavras...

- só um desabafo

sábado, 15 de agosto de 2009

Condicional


Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo o céu
Fiz de tudo o cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios

Eu quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar.

Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
O que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu, muito bem

Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios

Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo lugar
Lia em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso

Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais

Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim eu sei tão bem
existe alguém pra me libertar.

domingo, 2 de agosto de 2009

What would you do if my heart was torn in two?


Saying 'I Love you' is not the words I want to hear from you... Não é que eu não fosse gostar de ouvir, iria sim e muito. Mas num relacionamento "livre", em uma amizade colorida, esse é o tipo e coisa que eu não sei quero ouvir.
Andei refletindo sobre as minhas relações e conclui que verdade é que todo mundo tem seu porto seguro, seu lanchinho predileto. O cara que sempre que você está carente você procura, a menina que você corre atrás toda vez que lhe interessa. E isso não é errado. O único problema é quando você começa a confundir as coisas o que era pra ser um relacionamento livre de cobranças passa a vivenciar DRs todos os dias. No caso das amizades coloridas é ainda pior. Alem das DRs as coisas começam a afetar a amizade.
E é esse segundo caso que estou vivendo agora. Não somos mais amigos que nem antes, não somos mais "nada" exatamente. As coisas envoluiram para um ponto que o ciumes é incontrolável e impossível de se disfarçar. Gosto mais que amigo e menos que paixão. Tenho mais medo de perder do que se fosse um paquera qualquer. Atitudes que antes não me incomodariam me incomodam e muito. A vida dele afeta a minha como antes não afetaria.
E ai, dividida entre a amizade e o afeto, fico confusa com meus próprios sentimentos. Não quero ouvir um "eu te amo" mas ser "minha amiga" não basta. Me mordo de ciumes se ele se envolve com alguém, mas quando é o contrário que acontece o trato como apenas bons amigos.
O perigo dessas relações é que a probabilidade de magoar a pessoa é maior, em dobro. E a dificuldade pra pedir perdão é igualmente proporcional. A intimidade aumenta, os segredos também. O amor livre é extremamente ambíguo. A verdade é que o ser humano, acostumado com posses, com "ter", ainda não estar preparado para viver este tipo de relação. E eu não sou diferente do resto da humanidade.
Agora fico aqui, com meu coração partido em dois.